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Economia
Empreender Além do CNPJ: A Trajetória de 30 Anos da Sotec na Segurança Energética
O empresário Claudinei revela como a transição da venda para a locação de equipamentos e a agilidade inegociável na resolução de problemas garantiram a solidez do seu negócio.
No recente episódio do podcast "Sintalks", apresentado por Eugênio, o foco foi a resiliência e a evolução no mundo dos negócios. O convidado especial foi Claudinei, fundador da Sotec, uma empresa com quase 30 anos de atuação no mercado de segurança energética. Logo no início do bate-papo, a premissa central do episódio foi estabelecida: empreender vai muito além de ter um CNPJ aberto; trata-se de ter uma mentalidade voltada para a busca constante de soluções.
A história da Sotec se confunde com a própria evolução tecnológica do mercado brasileiro. Claudinei relembrou que, no início de sua trajetória, impulsionado pela abertura do mercado de informática, o foco dos equipamentos de energia (como nobreaks) era proteger o hardware das máquinas, que na época era caríssimo. Hoje, o cenário mudou drasticamente: o maior patrimônio a ser protegido é a informação e, em muitos casos, a própria vida. O empresário citou exemplos vitais de sua atuação na área da saúde, onde oscilações de energia podem gerar diagnósticos irreais em exames de DNA ou causar danos irreversíveis em cirurgias oculares.
Uma das maiores lições de negócios compartilhadas no episódio foi a adaptação do modelo comercial. Acompanhando as tendências corporativas, a Sotec fez uma forte transição da venda direta de equipamentos para o formato de locação. Claudinei explicou que o aluguel de máquinas exime o cliente de altos investimentos iniciais (Capex) e custos com manutenção, além de oferecer benefícios fiscais no imposto de renda. Com essa terceirização estratégica, o cliente pode focar 100% no seu negócio principal, deixando a infraestrutura energética nas mãos de especialistas de confiança.
Outro ponto alto da conversa foi a importância da agilidade na gestão e no atendimento. Claudinei destacou uma máxima implacável do mercado atual: "Não é o grande que engole o pequeno hoje, é o rápido que engole o lento". Para garantir essa velocidade, a empresa investe pesado na integração de softwares, permitindo que seus técnicos gerem propostas comerciais em tempo real, pelo celular, antes mesmo de saírem da sede do cliente, transformando um processo burocrático de três dias em uma solução instantânea.
Para os novos empreendedores, Claudinei deixou um conselho valioso sobre a cultura de prestação de serviços e resolução de crises. Ele defende que falhas e problemas acontecem em qualquer operação, mas a diferença de uma grande empresa está na sua postura: em vez de dar desculpas ou focar em justificativas, o líder deve se colocar no lugar do cliente (empatia) e focar totalmente na solução. Por fim, ele reforçou que o sucesso de um negócio reflete diretamente o nível das pessoas que o compõem, sendo vital cercar-se de colaboradores e fornecedores de alta capacidade.
