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Economia
O Poder do Associativismo: Como a União e o Relacionamento Fortalecem os Negócios
As líderes empresariais Bel Mendes e Roseleny Melo revelam como as associações de classe combatem a solidão do empreendedor e debatem a liderança feminina impulsionada pelo mérito.
No 61º episódio do videocast "PodChefes", a apresentadora Lívia Guimarães abordou um tema vital para a sobrevivência e expansão corporativa: o associativismo. Para quebrar o paradigma de que no ambiente empresarial deve existir apenas competição, o programa recebeu duas referências no assunto: Bel Mendes, CEO do grupo Belpa Embalagens e presidente da Federaminas Mulher, e Roseleny Melo, diretora da Qualas Alimentos e a primeira mulher a presidir a CIPAN (Associação Empresarial de Pará de Minas) em mais de 60 anos de história.
As trajetórias das convidadas atestam que o sucesso sustentável é construído com resiliência e sociedades longevas. Bel atua há 42 anos ao lado de seu sócio e marido, liderando uma empresa que começou pequena e hoje exporta para 11 países. Da mesma forma, Roseleny divide o comando de sua distribuidora com o irmão há 30 anos, conciliando uma vasta experiência prévia no agronegócio, no setor bancário e em cooperativas de saúde.
O debate central focou na necessidade urgente de união entre pequenos e grandes empresários. Para as convidadas, o maior trunfo de ingressar em associações de classe ou cooperativas é a rede de conexões gerada e o senso de pertencimento. Roseleny destacou que os associados ganham acesso a consultorias especializadas a custos muito acessíveis, nivelando o jogo para quem está começando. Além disso, o associativismo funciona como uma rede de apoio emocional e técnica, aliviando a carga da "solidão" nas tomadas de decisão, uma dor muito comum aos cargos de liderança.
Outro ponto de destaque foi a visão lúcida sobre a ascensão feminina no mercado de trabalho. Fugindo de agendas de inclusão puramente impositivas, Bel e Roseleny defenderam que o verdadeiro empoderamento vem do mérito, do talento e dos resultados entregues, evitando que a inclusão se torne um processo forçado e insustentável a longo prazo. Como reflexo desse talento comprovado, Bel ressaltou pesquisas recentes que apontam que 60% das empresas globais já são lideradas por mulheres de maneira orgânica.
A agilidade e o lado humano na gestão de crises também foram pautas da conversa. Bel Mendes emocionou ao contar como, no auge da pandemia, com tudo fechado e seu sócio internado com Covid-19, teve a intuição de pivotar o negócio para fornecer caixas de papelão para e-commerce, chegando a triplicar seu faturamento. Hoje, ela lidera uma equipe com quatro gerações de colaboradores e ostenta uma taxa de rotatividade (turnover) e absenteísmo praticamente nula. O segredo? Tratar todos com empatia e respeito genuíno, provando que, em um mundo cada vez mais tecnológico, o maior patrimônio de qualquer empresa continua sendo as pessoas e os relacionamentos.
