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Do Teatro ao Cinema: Ílvio e Maurício Celebram 28 Anos de Sucesso e Avaliam o BBB
No videocast "Te Conto Uai", os veteranos dos palcos refletem sobre as pressões da TV, a adaptação de seu maior sucesso para as telonas e as polêmicas da nova edição do Big Brother Brasil.
O oitavo episódio do videocast "Te Conto Uai", comandado pelas apresentadoras Ana e Kaká Caete, celebrou a cultura mineira ao receber duas lendas dos palcos: os atores, diretores e produtores Ílvio Amaral e Maurício Canguçu. O bate-papo ocorreu em meio à efervescência da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Belo Horizonte, que movimenta a cidade com mais de 200 espetáculos em cartaz.
Questionados sobre as diferenças entre atuar nos palcos e nas telinhas, os veteranos foram categóricos. Para eles, o teatro oferece uma resposta imediata e orgânica do público, trazendo um frio na barriga muito prazeroso. Já a televisão e o cinema impõem uma adrenalina mais "amarga" e tensa, repleta de cobranças, marcas técnicas rígidas que limitam a locomoção do ator e o medo constante de errar o texto e atrasar a grande engrenagem de gravação.
A conversa também mergulhou nas novidades do "BBB26". O reality show, que teve uma estreia morna na audiência, começou a engrenar e a render pautas intensas após a dinâmica do "Quarto Branco". As apresentadoras repercutiram o tenso acerto de contas entre a ex-bailarina Aline Campos e a mineira Ana Paula Renault; Aline confrontou a colega de confinamento por um comentário feito há cerca de 10 anos, no qual Ana Paula teria comparado suas roupas às de uma "acompanhante de luxo". O programa também destacou a participação da atriz Solange Couto, de 70 anos, que emocionou o público ao relatar as graves dificuldades financeiras que enfrentou no passado e agradecer o acolhimento vital oferecido pela instituição Retiro dos Artistas.
Relembrando a própria trajetória, Ílvio e Maurício provaram que o sucesso nas artes exige muita resiliência. Eles contaram que, no início da carreira, chegaram a encenar uma peça inteira para apenas uma espectadora pagante, que, na verdade, era a irmã de Maurício tentando ajudar a bilheteria. Hoje, a realidade é oposta: o megassucesso "Acredite, Um Espírito Baixou em Mim" está em cartaz há 28 anos ininterruptos, acumulando um público impressionante de cerca de 4 milhões de espectadores. Sem se acomodar apenas na comédia, a dupla também está em cartaz com "Colisão" e "Maio, antes que você me esqueça", dramas intensos e premiados que abordam temas sensíveis como a doença de Alzheimer e os conflitos familiares.
Para consagrar esse legado de décadas, o espetáculo "Acredite, Um Espírito Baixou em Mim" foi transformado em um filme com previsão de estreia nos cinemas para 2026. Com direção de César Rodrigues — conhecido por comandar sucessos do saudoso Paulo Gustavo —, o longa valoriza os talentos teatrais locais e conta com participações de peso nacional, como Otávio Müller e João Baldasserini. O episódio foi encerrado com uma bela reflexão do veterano ator Ary Fontoura, lembrando que "envelhecer não dói, o que dói é viver uma vida inteira sem poder dizer quem a gente verdadeiramente é", e um conselho final da apresentadora Kaká para buscarmos a felicidade nas coisas mais simples, como um café passado na hora ao lado de bons amigos.
