No mês de junho, a caderneta de poupança no Brasil registrou uma saída líquida de R$ 237,5 milhões, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (8). Essa tendência de saques superando os depósitos se reflete em um cenário acumulado que já atinge R$ 39,36 bilhões em retiradas no ano de 2026.
Dados de depósitos e saques
Durante o mês de junho, os brasileiros realizaram depósitos que totalizaram R$ 378,064 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 378,302 bilhões. O rendimento da caderneta nesse período foi de R$ 6,36 bilhões, mas mesmo assim, a saída líquida permanece em alta.
Acumulado do primeiro semestre
No intervalo de janeiro a junho de 2026, os depósitos na poupança atingiram R$ 2,136 trilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 2,176 trilhões. Essa diferença evidencia uma tendência de retirada de recursos da caderneta, que tradicionalmente é vista como uma opção segura de investimento.
Impacto no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) também sentiu o impacto dessa situação, registrando uma saída líquida de R$ 1,40 bilhão em junho. Por outro lado, a poupança rural teve uma entrada de R$ 1,158 bilhão, mostrando um comportamento diferente em relação à poupança tradicional.
Resultados do ano até agora
Até o momento, o SBPE apresenta uma saída líquida acumulada de R$ 30,57 bilhões em 2026, enquanto a poupança rural mostra uma saída de R$ 8,79 bilhões. Esses números refletem um cenário desafiador para os produtos de poupança, que lutam para manter a confiança dos investidores.
Estoque da poupança
Apesar das saídas líquidas, o estoque total da poupança teve um leve aumento, passando de R$ 1,014 trilhão em maio para R$ 1,021 trilhão em junho. É importante notar que esses dados não são corrigidos pela inflação, o que pode impactar a percepção real do rendimento da poupança ao longo do tempo.




