A proposta de fusão entre a HBR Realty e a Helbor, apresentada na última sexta-feira (3), pode trazer uma economia anual de até R$ 20 milhões em despesas operacionais. A informação foi divulgada pelo CEO da HBR, Alexandre Nakano, durante uma teleconferência com investidores na segunda-feira (6).

Reação do Mercado

A notícia da união não foi bem recebida pelos investidores, resultando em uma queda de 10% nas ações da Helbor e de 8% nas da HBR. O volume de negociações superou os níveis do dia anterior, indicando preocupação no mercado.

Redução de Custos

Com a fusão, a Helbor, que se tornaria uma subsidiária da HBR, deixaria de ser uma empresa listada, o que acarretaria uma diminuição nos gastos com conselhos de administração e outras estruturas corporativas. Em 2025, as despesas gerais e administrativas das duas empresas somaram R$ 154,7 milhões, o que significa que a economia potencial representaria cerca de 13% desse total.

Agilidade e Melhora Operacional

Além da economia, Nakano destacou que a nova empresa seria mais ágil na tomada de decisões e poderia aproveitar melhor os terrenos já possuídos pela Helbor. Isso também tornaria os papéis das companhias mais líquidos no mercado.

Simplificação de Processos

O CEO também mencionou que a fusão ajudaria a resolver as questões relacionadas a partes que envolvem negócios entre as duas empresas. Essa simplificação é vista como benéfica para a operação conjunta.

Visão da Gestão

A HBR e a Helbor pertencem à mesma família controladora, os Borenstein, e compartilham o mesmo espaço administrativo. Apesar de a Helbor estar listada desde 2007 e a HBR desde 2021, Nakano acredita que ambas estão subavaliadas no mercado, com um grande potencial de valorização.

Próximos Passos

A expectativa é que o processo de aquisição leve cerca de três meses, sendo necessária a aprovação de dois terços dos acionistas minoritários da Helbor para que a fusão seja concretizada.