Importantes empresas americanas, incluindo Tesla, Coca-Cola, Nestlé e eBay, enviaram uma solicitação ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para que produtos importados do Brasil não sejam afetados por tarifas adicionais. As cartas, datadas de 1º de julho, enfatizam os impactos negativos na competitividade e nas cadeias de suprimentos, além de aumentar os custos para os consumidores americanos.
Audiências e Propostas de Tarifas
Recentemente, começaram as audiências públicas sobre a proposta de tarifas do governo dos EUA que visam produtos brasileiros. O USTR, responsável pela política comercial americana, está avaliando a implementação de tarifas de 12,5% e uma taxa adicional de 25%, com a justificativa de que o Brasil adota práticas que prejudicam o comércio bilateral.
Tensão Diplomática
A mobilização das empresas ocorre em um contexto de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, que inclui a recente classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, expressou preocupações sobre possíveis ações militares dos EUA, o que agrava o clima de incerteza.
Demandas Específicas das Empresas
A Tesla, fabricante de veículos elétricos, solicita que os insumos industriais brasileiros sejam isentos, ressaltando a necessidade de tempo para nacionalizar sua cadeia de suprimentos. A empresa argumenta que tarifas excessivas podem prejudicar trabalhadores e consumidores nos EUA.
A Nestlé, por sua vez, pede a isenção de tarifas para o café instantâneo não aromatizado e colágeno bovino, produtos que não têm equivalente em escala nos EUA. A companhia destacou que 96,7% de suas cadeias de suprimentos são livres de desmatamento, respondendo a preocupações ambientais.
Impactos na Indústria de Bebidas e Comércio Eletrônico
A Coca-Cola solicita a continuidade da isenção para o suco de laranja brasileiro e a inclusão do limão, argumentando que mudanças de fornecedores podem encarecer a produção. O eBay recomenda que o USTR crie uma isenção para produtos de segunda mão, alegando que as tarifas penalizariam os consumidores de baixa renda.
Essas solicitações refletem a preocupação das empresas sobre como as tarifas podem afetar tanto a economia americana quanto a relação comercial com o Brasil, em um momento crítico para ambos os países.




