A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México, já está movimentando o mercado de trabalho brasileiro. Embora o evento não aconteça diretamente no Brasil, o aumento no consumo de produtos como alimentos, bebidas e artigos esportivos tem impacto direto em diversas áreas, principalmente no setor de serviços.
Aumento nas contratações temporárias
De acordo com dados exclusivos da Catho, o número de vagas temporárias anunciadas entre abril e junho de 2026 cresceu 26% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Foram registradas 40.217 oportunidades, um aumento significativo em relação às 31.910 do ano passado.
Os cargos que mais cresceram incluem atendentes de restaurante, com um impressionante aumento de 120%, além de auxiliares de loja e produção. As áreas mais impactadas foram restaurantes, que viram um incremento de 47% nas vagas, e logística, com avanço de 16%.
Expectativa de efetivação
A Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) prevê cerca de 600 mil contratos temporários durante o torneio, com aproximadamente 20% dos profissionais sendo efetivados. Alexandre Leite Lopes, presidente da Asserttem, destaca que o prolongamento dos contratos depende do desempenho da Seleção Brasileira.
Uma pesquisa do InfoJobs revela que 65,1% dos entrevistados estão em busca de empregos temporários durante a Copa, evidenciando o interesse crescente por essas oportunidades, que podem se transformar em efetivações futuras.
Setor de alimentação em alta
Os bares e restaurantes se mostram otimistas quanto ao aumento no faturamento, com 80% dos empresários esperando um incremento significativo. José Eduardo Camargo, da Abrasel, menciona que o desempenho da Seleção Brasileira influencia diretamente no consumo, fazendo dos dias de jogos picos de faturamento para esses estabelecimentos.
Direitos dos trabalhadores temporários
Os trabalhadores temporários têm direitos garantidos sob a lei 6.019/1974, como jornada de trabalho de 40 horas semanais, pagamento de horas extras e férias proporcionais. É fundamental que as empresas cumpram com suas obrigações, incluindo o registro em carteira e a formalização do contrato por escrito.
Além disso, o FGTS deve ser depositado, embora não haja direito à multa de 40% em caso de rescisão. Trabalhadores temporários também devem ter acesso a condições de trabalho equivalentes aos funcionários efetivos, assegurando um ambiente justo e seguro.



